O Gás Natural existe na terra há milhões de anos, formando-se, tal como o petróleo, a partir da decomposição de matéria orgânica (tal como restos de plantas e animais). Mas só recentemente começou a ser utilizado como fonte de energia.

Antes de ser conhecido pelo Homem, era algo que lhe causava muito mistério e que o intrigava. Em alguns locais, este emergia livremente da terra para a atmosfera e, fruto de tempestades de relâmpagos ou de outros fenómenos, incendiava à superfície. Ao incendiar, era como se o fogo estivesse a ser emanado diretamente da terra para a superfície, o que intrigava as populações e civilizações existentes, gerando superstições e misticismos vários à volta deste fogo.

Tudo começou na Antiga Grécia

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O Oráculo de Delfos
Uma das mais famosas “chamas místicas” que a história conhece foi encontrada na Antiga Grécia, no Monte Parnaso aproximadamente em 1000 A.C.. Reza a história que um pastor encontrou o que chamou de uma “fonte ardente”, a uma chama que emergia de uma fissura numa rocha. Os Gregos, que acreditaram que esta chama era de origem divina, ergueram um templo em sua homenagem e colocando-o à guarda de uma sacerdotisa de Apolo, de nome Sibila, que ficaria conhecida como Oráculo de Delfos e que fazia profecias inspirada pelas chamas que emergiam da terra. Diz a história que Sibila teve uma influência marcante em todos os grandes empreendimentos Gregos, desde as guerras à fundação de colónias e que “respirando os vapores vindos do chão e emitindo as suas frequentemente intrigantes e confusas profecias” inspirava e influenciava quem lá ia em busca de inspiração. Diz a lenda também que o famoso lema de Sócrates “conhece-te a ti próprio” terá surgido após inspiração dada pelo Oráculo de Delfos.

Mas não foi só na Grécia que estas “fontes ardentes” apareceram, havendo registos históricos de semelhantes acontecimentos na Pérsia, na Índia e na China. Tal como na Grécia, a incapacidade de perceber a formação deste fenómeno., associava-as a algo de divino ou sobrenatural, tendo tido grande influência na união de civilizações em torno de uma crença comum.

Por volta de 500 A.C., os Chineses descobriram uma forma de dar uso a este fogo. Encontrando alguns locais onde este gás misterioso emergia à superfície, através de “pipelines” feitos com canas de bambu, os Chineses transportavam o gás até perto do mar, utilizando-o para ferver água do mar, separando assim o sal e tornando-a potável. Esta é assim a primeira aplicação conhecida do Gás Natural.

Mas foi somente no final do Séc. XVIII e no início do Séc. XIX que se começou a comercializar o Gás Natural, na Grã-Bretanha e algumas cidades dos Estados Unidos como fonte de energia para iluminação, principalmente iluminação pública. Contudo, este era ainda Gás Natural derivado do carvão.

A importância dos Bicos de Bunsen

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Bico de Bunsen
O primeiro registo de uma exploração de Gás Natural data de 1821, na pequena cidade de Fredonia, no estado de Nova Iorque, por William Hart. Ao detetar uma série de bolhas a surgir de um riacho, William Hart construiu um poço de forma a conseguir trazer Gás Natural em maiores quantidades à superfície. Surgiu pouco depois a Fredonia Gas & Light Company, a primeira empresa americana a comercializar Gás Natural.

Durante grande parte do Séc. XIX a principal utilização do Gás Natural era em iluminação pública, mas como não eram construídos “pipelines”, havia deficiências no transporte e armazenagem o que levava a que nesta altura ainda fosse muito rara a sua utilização para cozinhar ou para aquecimento. Só no final do Séc. XIX com o desenvolvimento da eletricidade, que levou que a iluminação pública começasse a ser substituída por iluminação elétrica, os produtores de Gás Natural começaram a desenvolver utilizações alternativas para o mesmo.

Em 1885, Robert Bunsen, inventou um dispositivo que misturava Gás Natural com ar na proporção certa, conseguindo criar uma chama que poderia ser utilizada com segurança para cozinhar e para aquecimento. Esse dispositivo ficou conhecido como o Bico de Bunsen. A invenção deste equipamento (e posteriormente de equipamentos com controlo termostático de temperatura) foi responsável pelo desenvolvimento da indústria do Gás Natural um pouco por todo o Mundo.

Mas somente após os anos 20 do Séc. XX, começaram as construções de “pipelines” de maiores distâncias, para permitir o transporte de Gás Natural. Contudo, o grande “boom” da construção de “pipelines” de Gás Natural surgiu no pós II Grande Guerra, aproveitando os desenvolvimentos em metalurgia e soldadura que esta trouxe. A capacidade de construção destes meios de transporte de Gás Natural de forma cada vez mais eficiente e segura, associada ao desenvolvimento das técnicas de pesquisa exploração, levou a que o Gás Natural tivesse uma expansão muito grande em muitos países do Mundo, sendo hoje uma das fontes de energia mais usadas em toda a Europa, América e Ásia.

Hoje o Gás Natural é utilizado para mais variado número de fins. Seja para cozinhar ou para aquecimento, para a produção de eletricidade ou para fornos industriais, para o aquecimento de estufas ou para mover viaturas, o Gás Natural é uma fonte de energia segura, limpa e versátil.

Se quiser saber mais sobre o que fazemos em Gás Natural, clique aqui, ou aqui.

NOTA: Este artigo foi escrito com a ajuda da Wikipedia e do site http://www.naturalgas.org 


 


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